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GLOSSÁRIO CERÂMICO
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ADOBE
- Argila crua secada no sol. Costuma ser misturada com palha para se
tornar mais resistente. Usada para construções primitivas.
AGATAWARE - Técnica em que se usam argilas coloridas sobrepostas e abertas com um rolo. Resulta uma mistura com várias cores estriadas que apresentam semelhança à pedra ágata.
ALMA
NEGRA
– É a parte escura que fica internamente nas paredes de um objeto
cerâmico, em função do pouco calor de queima, ou seja, a parte
escura não foi queimada. Encontramos muitos objetos cerâmicos assim
hoje em dia, principalmente algumas cerâmicas indígenas.
ALUMINA
– Um dos principais componentes das argilas. Quando usada nos
esmaltes serve para controlar a viscosidade, impedindo que escorra
pelas laterais da peça ao se fundir. O óxido de alumínio é
utilizado também para aumentar a temperatura da queima tanto das
argilas quanto dos vidrados, já que seu ponto de fusão é de 2050 °C.
Elemento refratário. (Al 2 O3).
ARGILA
– Certas terras e rochas pulverizadas formam, quando combinadas
com água, uma pasta suficientemente homogênea – com
plasticidade – passível de ser modelada/moldada,
que endurecem ao passo em que vão secando – peças verdes – e que
transformam em cerâmica através da ação do fogo. Silicato de alumínio
hidratado A argila resulta da decomposição dos feldspatos.
ARGILA
LÍQUIDA
– Vide Barbotina.
ARGILA
EM PÓ
– Argila em pó, desidratada
e moída. Para ser utilizada em seu estado plástico, deve ser
misturada com água e ser amassada e batida para que a massa fique
homogênea. Também pode ser utilizada para formular barbotina,
basta adicionar maior quantidade de água e ser batida a ponto de uma papinha
mais líquida, se for utilizada para fundição deve ser defloculada.
ARGILA
RECICLADA
– Processo de retornar a argila ao seu ponto de plasticidade para
ser novamente utilizada. Processo utilizado com pedaços de argila já
endurecidos. Não perde suas características originais.
ARGILA
REFRATÁRIA
– Conhecida como “Massa Refratária”.
Material resistente à fusão. Resulta da mistura de areia com
pó de cerâmica moída (biscoito). Suporta altas temperaturas.
ARGILA
VERMELHA
AVENTURINA – Vidrado onde aparece a formação de pequenos cristais suspensos na superfície. Os cristais contêm óxido de ferro daí sua coloração amarronzada. É uma solução saturada.
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BALL CLAY – Argila secundária. Normalmente é adicionada às argilas primárias para aumentar a plasticidade.
BARBOTINA – Argila misturada com água em estado cremoso. A barbotina é a cola da argila.
BATER / Amassar o Barro) – Significa homogeneizar a massa fazendo movimentos giratórios semelhantes ao de um padeiro ao sovar o pão. Pode-se também “jogar” o barro sobre uma superfície firme sempre cortando e reunindo as partes.
BENTONITA – Argila de granulação fina, bastante maleável de granulação muito fina. Tem alto índice de retração, 10 a 15 % do seu volume. Usada como agente plastificador das argilas quando misturada em barros magros, aumenta a plasticidade, É usada em esmalte para evitar que endureça e se deposite no fundo do recipiente.
BISCOITO – Objeto de cerâmica queimado ou assado.
BOLHAS
NO VIDRADO (Gretas)
- Defeito no vidrado. Surgem na superfície esmaltada quando a queima
se processa muito rapidamente em seu final, impedindo que os gases de
desprendam totalmente. A queima deve ser mais lenta perto do ponto de
maturação do esmalte, para evitar tal defeito. Ainda podem ser maiores,
pois o esmalte se afasta formando uma cratera. São causadas pela
liberação de gases em queima muito rápida ou também em função da
existência de impurezas. BOLHAS
DE AR -
Podem existir bolhas de ar dentro da argila. Precisam ser eliminadas
sob o risco de provocarem explosão das peças durante a queima. São
responsáveis por explosões dos objetos e também por rachaduras nos
objetos de argila em fase de secagem. As bolhas
surgem também em objetos de argila modelados a mão e que não
sejam bem emendados. BONE CHINA ( Porcelana de Ossos) - Pasta dura e translúcida, branca e fina, composta basicamente de ossos calcinados (fosfato de cálcio), que atuam como fundentes. Sua composição reúne aproximadamente 50% de ossos calcinados, 25% de feldspato e outros 25% de caulim. A temperatura para queima está entre 1200 e 1250ºC. BÓRAX
- Borato de sódio hidratado. Usado como fundente
na composição de muitos esmaltes e fritas. É utilizado também para
o rebaixamento da temperatura de fusão de um esmalte. Contem cerca de
50% de água, e aconselha-se que seja adquirido já calcinado ou
refinado. BRUNIR (Polimento) - Consiste em dar polimento à superfície da peça em ponto de couro. Isto pode ser feito com plástico – tipo sacos de plásticos mais finos e foscos, ou com objetos lisos e até convexos como, por exemplo, as costas de uma colher de metal. Tornando a superfície do objeto cerâmico, mais lisa, brilhante e menos permeável. Processo utilizado desde a antiguidade e ainda utilizado em cerâmica indígena.
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CÂMARA
DE PULVERIZAÇÃO -
Local apropriado para se fazer a esmaltação
com pistola. Evita a dispersão do esmalte no ar, que por ser tóxico,
irá causar danos à saúde. CALCINAR
- Desintegrar pelo calor. CALOR
VERMELHO ou Fogo Vermelho
- Ocorre na queima quando a temperatura do forno está em torno de 700°C.
A peça fica com a cor vermelho escuro. À medida que a temperatura
sobe a cor vai mudando para laranja, amarelo e em 1300 graus C
fica branca. CAULIM
- Argila primária, não plástica, de cor branca usada principalmente
na composição da porcelana e de esmaltes. CERÂMICA
- Denominação da argila quando queimada acima de 600°C.
Torna-se dura e resistente. Para se tornar impermeável deve ser
esmaltada. CHUMBO
- Fundente muito ativo usado em
esmaltes de baixa temperatura. É extremamente tóxico e só
deve ser usado em forma de frita. CHAMOTE
– Biscoito moído, utilizado para dar maior resistência à argila.
Pode ser produzido em diferentes granulometrias;
e argilas de todas as temperaturas podem ser empregadas para sua produção.
No entanto a cerâmica refratária é a mais eficiente. CINZAS
– Utilizadas em objetos cerâmicos, provêm de madeiras, folhas e
palhas. É utilizada na composição de esmaltes (vidrados) de
alta temperatura e também na composição de algumas argilas. Contém
sílica e alumina.
CILINDRO
- Equipamento mecânico que serve para abrir uma placa de argila. Slab
Roller CMC
(Carboxi Metil-Celulose)
– Cola vegetal que pode ser misturada ao esmalte (vidrado) para sua
melhor fixação na peça para ser levada ao forno. Facilita o
manuseio e não altera a cor e as propriedades do esmalte.
CONE PIROMÉTRICO - Produzidos com materiais cerâmicos são utilizados para indicar a temperatura desejada da queima da cerâmica.
CRAQUELÉ– Termo utilizado para definir pequenas trincas que se formam em nos esmaltes. É causado por diferenças dos coeficientes de expansão, ou seja, em função das grandes diferenças entre a expansão e a contração térmica da argila e do esmalte.
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| E | |
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ENGOBE
–
Mistura de argila líquida, óxidos e outros componentes que pode ser
aplicada em uma peça antes da esmaltação.
Utilizado em peças cruas (ponto de couro), mas pode também de acordo
com alguns ceramistas ser aplicado em peças biscoitadas. ENGOBE VITRIFICADO – É o engobe que por conter materiais fundentes pode ser aplicado à peça já biscoitada em argila de alta ou porcelana.
ESMALTE – Camada vítrea aplica sobre os corpos cerâmicos. Vide mais em: Vidrado / Glazura.
ESMALTAÇÃO
A PINCEL
- É um
dos processos de esmaltar objetos cerâmicos. Utilizando o pincel roliço
para “andar com a gota” do esmalte sobre a superfície a ser
esmaltada, pode-se até obter relevos em superfícies planas.
Earthenware – Argila com alto teor de ferro.
EXTRUSÃO – Processo de forçar a argila através de um tubo com um gabarito na extremidade. Método utilizado para preparar a massa cerâmica, utilizada também para a obtenção de serpentinas.
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FRITA
– É,
basicamente, um vidro que foi fundido, resfriado e moído. É usado na
composição de vidrados. Diminui a toxidade de elementos como o
chumbo por exemplo.
FUNDIR – Produzir peças com argila através de formas de gesso e barbotina. Usa-se também o termo de origem espanhola, “colar”.
FELDSPATO
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GOMA ARÁBICA – É a goma vegetal muito conhecida por todos e que é empregada na cerâmica como agente aglutinante para a aplicação de pigmentos sobre o esmalte já queimado. Também é utilizada na mistura de água e esmalte para melhor fixá-lo à peça antes da queima, evitando que o pó de esmalte se solte.
GRÊS
– Nome de origem francesa, aplicado à cerâmica
queimada a uma temperatura normalmente superior aos 1200°C,
a pasta vêm vitrificada junto com o esmalte. Massa altamente
refratária. Também conhecida pelo termo inglês stoneware
“ barro – pedra”.
GRETAS - Surgem nas superfícies esmaltadas. Maiores que as Bolhas. O esmalte se afasta formando uma cratera. São causadas pela liberação de gases numa queima muito rápida ou pela existência de impurezas.
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MAIÓLICA
(MAJÓLICA) –
Processo de decoração usado em cerâmicas de baixa temperatura, onde
óxidos corantes e pigmentos são aplicados sobre a superfície da peça
esmaltada com vidrados a base de estanho, após a queima as cores são
fixadas sobre o esmalte.
MARMORIZADO – Aplicação de engobes de várias cores sobre a peça ou a mistura de argilas coloridas para a modelagem.
MÁSCARA – Técnica empregada na aplicação de engobes ou esmaltes para a obtenção de definida de uma figura sobre um fundo colorido.
MASSA CERÂMICA (ou Corpos de argila) - As massas cerâmicas são a mistura de uma ou mais argilas. Na indústria o termo “massa” é o material já beneficiado enquanto a argila é o material bruto. Podemos utilizar os termos argila, massa e barro como sinônimos, pois os ceramistas não fazem distinções entre os termos.
MISHIMA – Técnica de decoração de origem japonesa. Consiste em entalhar a peça de argila e quando atingido o ponto de couro, preencher os sulcos com engobe deixando-os secar completamente para então raspar os excessos. O engobe ficará incrustado na peça.
MINERAIS – Substância natural formada em resultado da interação de processos geológicos em ambientes geológicos. Cada mineral é classificado e denominado não apenas com base na sua composição química, mas também na estrutura cristalina dos materiais que o compõem. Em resultado dessa distinção, materiais com a mesma composição química podem constituir minerais totalmente distintos em resultado de meras diferenças estruturais na forma como os seus átomos ou moléculas se arranjam espacialmente (como por exemplo a grafite e o diamante). Os minerais variam na sua composição desde elementos químicos, em estado puro ou quase puro, e sais simples a silicatos complexos com milhares de formas conhecidas. Embora em sentido estrito o petróleo, o gás natural e outros compostos orgânicos formados em ambientes geológicos sejam minerais, geralmente a maioria dos compostos orgânicos é excluída. Também são excluídas as substâncias, mesmo que idênticas em composição e estrutura a algum mineral, produzidas pela atividade humana (como por exemplos os betões ou os diamantes artificiais).
MOLDE – Qualquer objeto que sustente a argila para criar uma forma.
MOLDAGEM – Processo de execução de formas para reprodução em série - via úmida, via seco.
MONOQUEIMA – É a queima de biscoito e esmalte reunida em uma só. Muito utilizada na industria cerâmica porém pouco recomendada na cerâmica artística devido aos problemas causados.
MUFLA
– Câmara
ou caixa de argila, colocada dentro de um forno, para proteger algumas
peças da ação direta dos gases. Também é uma denominação atribuída
aos fornos elétricos.
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OPACIFICANTE
– Material que reduz a transmissão de luz através do vidrado. Óxido
de estanho e óxido de zinco são ótimos opacificantes.
OXIDAÇÃO - (Queima oxidante) – É quando há, na atmosfera do forno, oxigênio suficiente para a combustão total do combustível empregado, como: gás, lenha ou óleo.
ÓXIDOS
CORANTES
– São pigmentos, baixo-vidrados e óxidos metálicos.
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PALISSY,
BERNARD
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Ceramista francês que viveu entre aproximadamente 1510 e 1590. O
acaso por volta de 1539, colocou-o frente a uma faiança esmaltada,
provavelmente italiana. Sua admiração foi tanta que desde então dedicou-se
à arte da cerâmica. Descobriu o segredo dos esmaltes italianos e
criou cerâmicas maravilhosas. Palissy, colhia
folhas e conchas, pequenos animais na natureza e fazia o molde
com uma camada de gesso, utilizando-os para moldar a argila e assim
criar suas peças. PATAMAR
– Manutenção de determinada temperatura durante a queima ou fase
final dela. PORCELANA
– A palavra porcelana refere-se à uma
cerâmica branca, vitrificada e translúcida. PORCELANA
CASCA DE OVO
– Nome atribuído, segundo Leach, de
forma imprecisa, à determinadas cerâmicas
japonesas e chinesas, muito finas e translúcidas, principalmente
destinadas ao mercado europeu. PORCELANA
Ironstone
– Porcelana de pedra, que após os descobrimentos do ceramista Wedgwood
e outros, na Inglaterra, se designou a louça fina e dura.
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| Q | |
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RAKU
– Nome
dado à peças de cerâmica japonesa,
cobertas com uma camada vítrea muito leve de chumbo e bórax.
Utilizada principalmente para a cerimônia do chá. A palavra Rakú
pode significar desde tranqüilidade, conforto ou diversão, até
felicidade, e origina-se de um ideograma gravado em um selo de ouro
datado de 1598 por “Taiko” – que foi
um mestre da cerimônia do chá – a “Chojiro”,
filho de “Ameya”; um coreano
estabelecido em Kyito em 1525, e que dizem
ter sido o primeiro a fazer este tipo de cerâmica. As peças são
retiradas do forno ainda incandescentes, com o esmalte no ponto de fusão,
seguras por pinças, e são colocadas num recipiente com tampa
contendo serragem, ou folhas, ou jornais. Neste momento o material
entra em combustão e inicia-se a redução (queima do oxigênio) .
Como resultado processa-se a transformação dos óxidos metálicos
surgindo colorações, as mais inusitadas. Após algum tempo retira-se
a tampa do recipiente e com luvas pegam-se as peças que necessitam
ser lavadas e escovadas para a retirada dos resíduos. Os efeitos são
produzidos com a fumaça
de galhos, folhas, papel e serragem de madeira. Variações do
processo são conhecidas como raku-nu ou naked-raku. REDUÇÃO (Queima redutora) – É quando não há oxigênio suficiente na atmosfera do forno e átomos de oxigênio são “retirados” dos óxidos alterando a cor de um vidrado. O óxido de cobre, por exemplo, é verde em atmosfera oxidante e torna-se vermelho cobre em atmosfera redutora.
REFRATARIEDADE – É a qualidade de um material de agüentar altas temperaturas. O elemento refratário (por exemplo, alumina) permite ao vidrado menor fluidez e maior resistência à abrasão.
ROCHAS
SEDIMENTARES
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SGRAFFITTO – Decoração onde o engobe que cobre a peça crua é retirado por pontas secas ou raspagens na peça.
SÍLICA
– É o formador de um vidro em um esmalte. Não pode ser usada
separadamente pois seu ponto de fusão é de 1750°C
.
SILICATO
SINTERIZAÇÃO
– Fase
intermediária na queima da argila ou do esmalte, onde a fase líquida
ainda não começou, mas o início da reação de um ou mais sólidos
formou um amálgama, diminuindo a porosidade do material e aumentando
sua resistência. As partículas sólidas se aglutinam pelo efeito do
aquecimento a uma temperatura inferior à de fusão. Ponto de maturação
de uma massa cerâmica.
SOBRE-VIDRADO / OG – Técnica empregada para decorar objetos cerâmicos já esmaltados. O veículo utilizado normalmente é o óleo mole e a temperatura de queima varia de 700°C a 850°C. É o que conhecemos como pintura em porcelana.
STONEWARE (Grês) – É uma Massa Cerâmica. Sua composição é semelhante a das rochas, daí sua denominação; a principal diferença entre essa massa e as rochas é que enquanto as rochas se formam na natureza, o stoneware é preparado pelo homem com uma seleção de minerais e uma parte de argila plástica. Em sua composição não entram argilas tão brancas ou puras como na porcelana o que estabelece uma coloração rósea, levemente avermelhada nas baixas temperatura e acinzentadas nas mais altas. A temperatura de queima pode ficar entre 1150 e 1300ºC, após a queima se tornam impermeáveis, vitrificadas e opacas.
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TAGUÁ – Argila plástica com alto teor de óxido de ferro. O termo é originário do Tupi, TA-WA, que significa argila amarela.
TEMOKU
– Nome japonês, indica o esmalte saturado de ferro, de cor bem
escura, como as antigas cerâmicas japonesas conhecidas por “pêlo
de lebre” e “mancha de óleo”.
TERRA SIGILATA – Tipo de engobe decantado, portanto, com partículas extremamente finas de argila. Fornece às peças uma superfície marrom avermelhada.
TERRACOTA ( Argila vermelha) – Popularmente conhecida como “barro”. De grande plasticidade e em sua composição entram uma ou mais variedades de argilas. Produzidas sem tanta preocupação com seu estado de pureza, quando queimadas no máximo até 1100°C adquirem colorações que vão do creme aos tons avermelhados, o que mostra o maior ou menor grau da porcentagem de óxido de ferro. Formadas por argilas ferruginosas.
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| UG / BAIXO
VIDRADO
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Corantes minerais aplicados sobre o biscoito e após a pintura
protegido o trabalho por uma
camada vítrea transparente.
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| VIDRADO OU
GLAZURA –
Aplicação de camada vítrea com esmaltes ou
vidrados cerâmicos. É uma suspensão aguada de materiais
insolúveis misturados muito finos, que se aplica nos corpos cerâmicos
para formar uma cobertura. Quando estes materiais são levados a
determinadas temperaturas, fundem formando uma composição líquida
que quando esfria recobrem o objeto cerâmico com uma camada vítrea.
É formado basicamente de elementos fundentes,
refratários e corantes combinados. O termo esmalte também é muito
empregado. Qualquer vidrado é composto necessariamente de três
partes: 1. Um vidrante ou cristalizante
. 2. Um fundente (feldspato – óxido de
potássio). 3. Óxido de alumínio – possibilita que as combinações
da sílica com o fundente sejam mais estáveis
e viscosas.
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| WEDGWOOD
- Famosa cerâmica inglesa do séc. XVIII. Produzida por Josiah
Wedgwood (1730-1795), artesão oleiro inglês
que renovou certas fórmulas antigas da cerâmica inglesa. A
cerâmica de wedgwood crias os grés
vermelhos envernizados de Staffordishire,
a imitação dos metais e os grês negros
muito duros chamados de "basaltos" realçados com um adorno
pintado. Utiliza em 1774 a decoração em uma grande variedade de
pequenos camafeus para joalherias, com mais de 2300 modelos,
aumentando a produção de jaspeados de
massa branca decorados por finos e baixos-relevos moldados. Deve-se à
Josiah Wedgwood
também a vulgarização da decoração impressa, técnica elaborada
por John Sadler, que consistia em repartir
sobre a massa a tinta de um desenho ou estampa originais. No final do
séc. XVIII, 28 imitações de wedgwood já
haviam sido produzidas. Hoje a produção completa da joalheria wedgwood
está centrada na indústria da cerâmica inglesa.
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Bibliografia Consultada :
ARGENTIÈRE,
R.
Novíssimo Receituário Industrial (direção) São Paulo: Editora Lepsa,1ª.
Ed., 1961 e em 3ª. Ed. Cone Editora,
São Paulo, 1989, revisada pelo Prof.Diamantino
F. Trindade. BARDI,
Pietro.M.
Arte da Cerâmica no Brasil. Banco
Sudameris S/A, 1980. COOPER,
Emanuel
História
de la Ceramica. Barcelona: Ediciones CEAC,
1ª. Ed. Española, 1987. COOPER,
Emanuel.
Ceramica. Barcelona: Instituto Parramon
Ediciones, Enciclopédia de Temas Básicos,
1978. GABBAI,
Miriam
B.B.
Cerâmica arte da Terra. São Paulo: Ed. Callis,
1987. (Miriam Gabbai
- organizadora) HALD,
PETER.
Técnica de la Cerámica. Barcelona:Ed
Omega, S/A, 2ª Ed.,1973. CHITI,
Jorge Fernàndez. Diagnóstico de Materiales
Cerâmicos. Ediciones Condorhuasi,
1986. LEACH,
Bernard.
Manual
del Ceramista.
Barcelona: Editorial H. Blume, 1ª. Ed.
Española 1981. SENAC. DN. Oficina: cerâmica / Eliana Penido; Silvia de Souza Costa. Rio de Janeiro: Ed. Senac Nacional, 1999. |