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VIDRADOS
CERÂMICOS
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O
esmalte é uma forma de vidro. Quimicamente,
o vidro é uma mistura de diversos silicatos-alcalinos,
alcalino-terrosos, plumbíferos ou de boro - fundidos em massa
transparente, amorfa, susceptível de ser trabalhada no estado pastoso,
e de tomar as mais diversas formas por meio de sopro ou moldagem. Também
o componente fundamental do esmalte é a sílica, modificada por outras
substâncias, que lhe darão um caráter, de acordo com a natureza da
superfície que deverá cobrir, seja esta de cerâmica, de metal, liga
metálica, ou de outro vidro. Pode, então, o esmalte ser compreendido
como um vidro que tem por finalidade cobrir determinada superfície. Seu
estado normal é transparente, incolor, podendo ser tornado opaco e
colorido por meios de óxidos opacificadores e corantes. Os vidrados são encontrados no comércio sob a
forma de esmaltes ou fritas. Utilizados em baixa e alta temperatura,
aqui estão destacados os vidrados para Baixa Temperatura - 1000º C. O esmalte produz um corpo vítreo quando aplicado em
camada delgada sobre o biscoito cerâmico. Pode ser opaco, transparente,
mate ou brilhante, e apresentar todas as cores e texturas possíveis. Os esmaltes são crus. Sua composição recebe os elementos puros que são misturados durante o processo de moagem. As fritas ao contrário dos esmaltes, têm os elementos misturados, queimados e só então moídos. Conhecidas como bases para os esmaltes, são brancas, transparentes mates, etc. São produzidas pela necessidade que há de evitar a solubilidade de alguns dos seus componentes. São fabricadas através da fusão, em torno de 1500º C em fornos contínuos ou rotativos, e resfriadas em água formando um tipo de vidro com propriedades e características constantes. Com tal procedimento elimina-se a toxidade de alguns esmaltes crus com compostos de chumbo, que são extremamente tóxicos. Os esmaltes podem ser plúmbeos (chumbo) ou
alcalinos. Os alcalinos não são tóxicos embora contenham ainda por
volta de 3% de PbO não sendo porém considerada uma porcentagem
significativa. Ao contrário dos plúmbeos, que são altamente tóxicos,
possuindo na composição em altos níveis até 30% de PbO, não devendo
ser aplicados em peças utilitárias. OPACO: Define-se como opaco, o corpo vidrado que após
aplicado e queima do não
permite que se veja a cor do biscoito e não reflete a luz. Podem ter
aparência "vítrea" ou "acetinada". Os vidrados com
aparência acetinada são chamados de mate. TRANSPARENTE: É exatamente o esmalte ou frita que após a queima, permite que se veja o biscoito. Podem ter aparência "vítrea" ou "acetinada". Os vidrados com aparência acetinada são chamados de mate. COMPOSIÇÃO
DOS VIDRADOS As
substâncias que compõe os vidrados são: Refratárias,Corantes,
Fundentes e Opacificantes. REFRATÁRIAS: Elevam a temperatura de fusão: quartzo, feldspato,
alumina, caulim e a argila. A mais importante é a sílica presente no quartzo,
no feldspato, no caulim e na argila. A sílica é o "vitrificante
universal", pois se encontra presente em todos os esmaltes e
vidros. Para fazer um esmalte é necessário que se tenha a sílica mais
um fundente. CORANTES: Produzem a cor dos esmaltes com óxidos metálicos
como o cobre, ferro, manganês, cromo, antimônio, níquel, dentre
outros,. ou com misturas de óxidos Os óxidos produzem cores diferentes
de acordo com as bases plúmbeas ou alcalinas dos esmaltes. FUNDENTES: São conhecidos também como fluxos ou bases
reagentes. Possuem alto ou baixo teor de chumbo em forma de frita, diminuindo as assim a toxidade desse elemento. Os fundentes diminuem a temperatura de fusão dos esmaltes ao se combinar com as outras substâncias. Os mais comuns são os álcalis sob as formas de bórax, ácido bórico, carbonato de sódio, etc. Temos também o carbonato de cálcio, óxido de zinco etc. OPACIFICANTES: Produzem turvações ou opacidade nos esmaltes que,
de acordo com a quantidade usada, resultará efeito translúcido, opaco,
semi-mate, mate ou cristalino. Os mais utilizados são os óxidos de
estanho, antimônio, titânio, zinco, carbonato de cálcio e zircônio.
O óxido de estanho produz as cores mais interessantes. TIPOS DE VIDRADOS VIDRADO REATIVO: Reagem quando aplicados em cima de outros vidrados e
podem ser coloridos e alcalinos. Na cerâmica artística é utilizado
também sob outro vidrado. Diz-se que o vidrado é reativo em função
do espalhamento do mesmo no biscoito. VIDRADO TRANSPARENTE: Pode
ser misturado entre si, aplicado diretamente sobre o biscoito e aplicado
como cobertura intermediária, pode
apresentar coloração. O transparente alcalino sem chumbo tem alto coeficiente de dilatação apresentando efeito craquelê. Em base de chumbo, são utilizados normalmente em
misturas com corantes na preparação das composições para serigrafias
reativas e vidrados especiais de baixo ponto de fusão e alto
espalhamento. VIDRADO OPACO: São opacificados pelo Silicato de Zircônio. Pode
ser aplicada diretamente no biscoito ou como cobertura intermediária. VIDRADO COMUM COM BRILHO: Vidrado
sem características diferentes, possui uma camada vítrea que cobre o
biscoito sem transparência e reflete luz. VIDRADO MATE: Mate, semi-mate, ou acetinado. Esmaltes que vidram
com pouca reação e apresenta boa textura. VIDRADO CRISTALIZADO:
*Bragussa O vidrado oferece esmaltação lisa na cor vermelha.
Quando é aplicado em camada fina obtem-se textura escura. A cor do
vidrado crua é esverdeada. VIDRADO "STRAPATTO":
*Ferro Enamel e Colorobbia Apresenta o efeito de pequenas fendas, quase
parecido como leite talhado só que mais suave. É o CMF-008. VIDRADO SCREZIATO:
É Reagente. Apresenta efeito semelhante ao strapatto, só que mais acentuado. VIDRADO AVENTURINA:
É reagente. Queima 940 - 980º C Vidrado que apresenta uma aparência de saturação.
Pode ser aplicado sob o branco. Usados tanto como vidrado, como na forma
de tinta reagente. VIDRADO AZUL CHINÊS:*
Bragussa Apresenta uma coloração azul muito apreciada na
Europa. É um vidrado sem chumbo com
alto coeficiente de dilatação o
que gera o efeito craquelê. ESMALTES VERMELHOS E AMARELOS DE CÁDMIO :*
Ferro Enamel RYG-864 / RYG-856 e RYG-855, todos vermelhos RYG-826 RYG 820/ RYG-819 são todos amarelos tipo
fluorescente. RYG-891 e o RYG-895 transparentes. As misturas com até 20% do CMF-046 que é chamado de alisante, pode corrigir problemas de gretamento. Entende-se por gretamento as bolhas ou alterações na camada vítrea apresentadas após a queima. Considerações: A temperatura dessa segunda queima varia de um tipo
para outro de vidrado. Na queima mais comum do vidrado no biscoito em
baixa temperatura temos variações entre 920ºC / 940ºC e 940ºC / 980ºC.
Na monoqueima temos variações acima de 1000ºC. A adição de CMC
– carboxi
metil celulose, é recomendada para melhora a viscosidade da
solução, nivelando espessura de camadas e a aderência do vidrado à
peça otimizando o manuseio. Recomenda-se uma porcentagem de 0,04% a
0,05%. A esmaltação pode ser efetuada com auxílio de pincel, pistola, banho, imersão e seringas. |


Pinceis utilizados para aplicar vidrados

Pistolas com pressão utilizadas para vidrados. Borrifadores utilizados para aplicar vidrados.

Pêra
ou bulbo de borracha, utilizadas para aplicar vidrado.
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Bibliografia Consultada
Vidrados
e Compostos Cerâmicos. - Ferro Enamel
Arte
Cerâmica . Uma tradição do mundo Colorobbia. - Colorobbia
Corantes Cerâmicos. Produtos reagentes. - Bragussa
Tostes,
Celeida Moraes. A ESMALTAÇÃO EM METAL. São Paulo, EPU;Brasília,INI,
1974.