História da Cerâmica

 

... sobre a Arte da Cerâmica por Hebert Read

(22) “A cerâmica é ao mesmo tempo a mais simples e a mais difícil de todas as artes. A mais simples, por ser a mais elementar; a mais difícil, por ser a mais abstrata. Historicamente, encontra-se entre as artes mais primitivas. Os vasos mais antigos que se conhecem eram modelados à mão  em barro  cru, tal qual era extraído da terra, e secos ao sol e ao vento. Mesmo nesse grau do seu desenvolvimento, antes de possuir escrita, literatura ou mesmo uma religião, o homem possuía já esta arte, e os vasos que então produzia ainda são capazes de nos sensibilizar por suas formas expressivas. Quando o homem descobriu o fogo e aprendeu a tornar seus vasos rijos e duradouros, quando inventou a roda e como oleiro pôde acrescentar ritmo e movimento ascensional ao seu conceito de forma, estavam presentes todos os elementos essenciais da mais abstrata de todas as formas de arte. Esta foi evoluindo desde as suas humildes origens até que, no século a.C., se tornou a arte representativa da raça mais intelectual e sensitiva que o mundo conheceu. Um vaso grego é o verdadeiro protótipo da harmonia clássica. Depois, para o Oriente, outra grande civilização fez da cerâmica a sua arte mais típica e mais estimada, e levou-a a requintes mais delicados que os próprios Gregos. Um vaso grego é harmonia, mas um vaso chinês, uma vez liberto das influências impostas por outras culturas e outras técnicas, alcança harmonia dinâmica:  já não é só uma relação numérica, mas um movimento vivo. Não é um cristal, é uma flor. Os tipos perfeitos de cerâmica, representados nas artes da Grécia e da China, têm os seus equivalentes aproximados noutras regiões: no Peru e no México, na Inglaterra e na Espanha medievais, na Itália do Renascimento, na Alemanha do século XVIII – de fato, esta forma de arte é tão fundamental, está tão intimamente ligada às necessidades mais elementares da civilização, que o gênio nacional de um povo tem sempre de achar maneira de nela se exprimir. Julga-se a arte de um país, julgue-se a sutileza da sua sensibilidade pela sua cerâmica: é uma segura pedra de toque.  Cerâmica é arte pura; arte liberta de qualquer intenção imitativa. A escultura, com a qual está mais intimamente relacionada, teve desde o início uma intenção imitativa, e nessa medida talvez tenha sido menos livre que a cerâmica como meio de expressar o desejo de forma; a cerâmica é a arte plástica na sua essência mais abstrata.”*

  (23) “Não devemos temer a palavra “abstrato”. Toda arte é primariamente abstrata. Pois o que será a experiência estética, quando limpa dos seus ornamentos e associações acidentais, senão uma resposta do corpo e do espírito humanos a harmonias inventadas e isoladas? A arte é uma fuga do caos. É movimento ordenado em números; é massa encerrada em medida; é a indeterminação da matéria em busca do ritmo da vida.” **

Referencia Bibliográfica:

*  READ,Herbert. O SIGNIFICADO DA ARTE. Portugal Ed. Ulisseia, 1968. pp. 27 – 28 / Índice 22.

**  READ,Herbert. O SIGNIFICADO DA ARTE. Portugal Ed. Ulisseia, 1968. pp. 28 / Índice 23.

 

 

 

 

 

 

Escrita Pictográfica em Placas de Argila
Entre 2600 e 1450 os cretenses, descendentes de povos arianos, utilizam-se  de dois tipos de escrita pictográfica em placas de argila. Dedicam-se ainda à cerâmica, esportes e à dança. Vários são os seus deuses, inclusive humanos.

http://www.academialetrasbrasil.org.br/histescrita.htm

Dr. Mário Carabajal - Ph.I. 
Presidente da Academia de Letras do Brasil  

 

 

 

 

 

LINKS SOBRE A HISTÒRIA DA CERÂMICA

 

A cerâmica é o material que acompanha o homem desde os tempos primitivos. Quando saiu das cavernas e se tornou um agricultor, ele necessitava não apenas de um abrigo, como de vasilhas para armazenar a água, os alimentos colhidos e as sementes para a próxima safra, essas vasilhas deveriam ser resistentes, impermeáveis e de fácil fabricação. Essas qualidades foram obtidas na modelagem de peças em argila. A capacidade da argila de ser modelada (plasticidade) quando misturada com água, e de endurecer após estar seca e mais firme ainda após a queima, permitiu que ela fosse utilizada na produção de utensílios de uso doméstico para o armazenamento de alimentos, vinhos, óleos, perfumes, na construção de moradias e urnas funerárias e até como suporte para escrita, ou seja, registros gráficos.Todos esses inúmeros usos são importantes para a Arqueologia que estuda a história das civilizações baseada em fragmentos desses utensílios. Há cerca de 2000 anos, isto é, bem antes da descoberta do Brasil pelos portugueses, já existiam em nosso país populações que fabricavam cerâmicas, eram aldeias instaladas próximas a rios e ribeirões, vivendo da caça e pesca, cultivando determinadas plantas e capazes de manipular convenientemente o barro, produzindo uma gama variada de potes, baixelas e outros artefatos cerâmicos.

Até dutos cerâmicos foram utilizados a 4000 AC no antigo Egito e na Ilha de Creta, em obras de irrigação, drenagem, transporte de água e coleta de esgotos. O Museu Britânico possui uma "manilha cerâmica" retirada de escavações realizadas na Pérsia com cerca de 4000 anos e que se encontra em perfeito estado de conservação.

 

 

HISTÓRIA DA CERÂMICA

 

AZULEJARIA PORTUGUESA  - do séc. XVI ao séc. XX

DICIONÁRIO ILUSTRADO DE CERÂMICA

SOBRE A HISTÓRIA DA CERÂMICA

CERÂMICA INDÍGENA

 

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CERÂMICA MARAJOARA

CULTURA PRÉ-COLOMBIANA

CERÂMICA ARQUEOLÓGICA DA AMAZÔNIA